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Florianópolis oferece tratamento gratuito contra leishmaniose a cães de famílias de baixa renda

A Prefeitura de Florianópolis, em Santa Catarina, oferece tratamento gratuito contra a leishmaniose visceral canina para cães de moradores com renda de até três salários mínimos inscritos no CadÚnico. O atendimento pelo Hospital Veterinário Municipal Cão Orelha inclui medicação e acompanhamento veterinário; o município também custeia integralmente o medicamento dos animais mantidos no canil municipal.

A medida não representa a criação de um programa novo em 2026. O tratamento está previsto na Lei Municipal nº 10.837/2022, que instituiu a política de atendimento a cães acometidos pela doença. A divulgação feita pela Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea) em agosto deste ano confirma os critérios e a estrutura atualmente oferecidos pelo município.

Imagem ilustrativa de atendimento veterinário municipal em Florianópolis, com um cão sobre mesa clínica durante avaliação em ambiente hospitalar
Imagem ilustrativa representa o atendimento veterinário relacionado ao tratamento gratuito contra leishmaniose visceral canina oferecido pelo município de Florianópolis a tutores que atendem aos critérios do programa

CadÚnico e renda limitam acesso ao tratamento custeado

Para o benefício divulgado pela prefeitura, o tutor deve ser morador de Florianópolis, estar inscrito no CadÚnico e ter renda de até três salários mínimos. Esses critérios são específicos para o custeio municipal do tratamento contra leishmaniose anunciado pela Dibea.

A política também alcança diretamente os cães sob responsabilidade do município. Todos os animais do canil municipal diagnosticados com a doença têm a medicação custeada pela prefeitura.

Quem adotar um desses cães continua com tratamento medicamentoso e acompanhamento veterinário garantidos. O animal também poderá utilizar a estrutura do Hospital Veterinário Municipal, que dispõe de consultas, exames laboratoriais e de imagem, cirurgias e internação, conforme a necessidade clínica e as regras do serviço.

Tratamento controla a doença, mas não elimina completamente o parasita

A leishmaniose visceral é transmitida pela picada de flebotomíneos infectados, conhecidos popularmente como mosquito-palha. A doença não passa diretamente de um cão para uma pessoa por carinho, toque ou convivência.

O tratamento dos cães exige acompanhamento contínuo. O Ministério da Saúde informa que os medicamentos disponíveis não eliminam completamente o parasita e que, mesmo após melhora dos sinais clínicos, o animal pode continuar servindo como fonte de infecção para o inseto vetor.

Por isso, a proteção contra o flebotomíneo continua necessária durante o tratamento. O manual federal de vigilância recomenda o uso de produtos inseticidas ou repelentes, como coleiras impregnadas, associado ao acompanhamento veterinário e às avaliações necessárias para verificar a resposta do animal à terapia.

A própria Dibea destaca o uso da coleira repelente entre os cuidados para cães diagnosticados.

Hospital Veterinário concentra atendimento municipal

O Hospital Veterinário Municipal Cão Orelha fica na SC-401, nº 114, no Itacorubi, anexo à sede da Dibea. O equipamento atende gratuitamente o público previsto nas regras municipais e concentra a estrutura veterinária usada no programa contra a leishmaniose.

As consultas de rotina funcionam com agendamento prévio, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pela plataforma Saúde Animal da Prefeitura de Florianópolis. O atendimento regular do hospital contempla moradores da cidade inscritos no CadÚnico, além de outros públicos definidos pelo programa municipal, como protetores e responsáveis por cães comunitários.

O hospital também mantém plantão de urgência e emergência 24 horas. Nesses casos, o animal passa por avaliação técnica e, quando a gravidade é confirmada, recebe estabilização imediata; a continuidade do tratamento segue os critérios de acesso da unidade.

As orientações sobre a leishmaniose, o tratamento custeado pelo município e os serviços veterinários são divulgadas pela Diretoria de Bem-Estar Animal de Florianópolis em seus canais oficiais.

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