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Atende+: quem pode usar o transporte gratuito em SP

Pessoas com autismo, surdocegueira ou deficiência física severa que atendam aos critérios de mobilidade da SPTrans podem usar gratuitamente o Atende+, serviço porta a porta da Prefeitura de São Paulo (SP). O transporte funciona das 7h às 20h, de segunda-feira a domingo, exceto feriados, para usuários cadastrados e com viagens previamente programadas.

Ilustração de transporte acessível porta a porta, com uma pessoa em cadeira de rodas sendo conduzida até uma van adaptada com plataforma elevatória. O veículo está estacionado em área urbana e remete ao Atende+, serviço gratuito da SPTrans para usuários que atendem aos critérios de mobilidade do programa em São Paulo
Serviço atende público com deficiência em viagens programadas; cadastro exige avaliação médica e não garante vaga imediata

O Atende+ completou 30 anos em 2026. Em agosto, o balanço mais recente divulgado pela SPTrans apontava 679 vans e 97 táxis adaptados, com cerca de 2,2 milhões de atendimentos por ano.

O serviço não funciona por chamada imediata. Mesmo depois da aprovação do cadastro, o início das viagens regulares depende da existência de vagas nas rotas disponíveis.

Direito ao serviço depende da condição de mobilidade

A SPTrans destina o Atende+ exclusivamente a pessoas com autismo, surdocegueira ou deficiência física e mobilidade altamente reduzida, sem condições de utilizar com autonomia o transporte convencional ou com grandes restrições de acesso aos equipamentos urbanos.

Outras condições de saúde ou deficiências não dão acesso automático ao serviço. A própria SPTrans informa que doenças como insuficiência renal crônica, diabetes, câncer e obesidade mórbida, assim como deficiências intelectuais, visuais ou auditivas isoladamente, não caracterizam o perfil quando não estão associadas às condições previstas no regulamento. A surdocegueira permanece entre os enquadramentos expressamente atendidos.

As regras e o público podem ser conferidos diretamente na página oficial do Atende+ mantida pela SPTrans.

Médico precisa preencher ficha antes da inscrição

O primeiro documento específico do processo é a Ficha de Avaliação Médica (FAM). Ela pode ser obtida pelos canais da SPTrans e deve ser preenchida pelo médico que acompanha a pessoa com deficiência. O profissional é de livre escolha do usuário.

Com a ficha preenchida, o passageiro ou responsável pode fazer a inscrição pelo sistema do Atende+ ou procurar um dos postos habilitados da SPTrans.

Para o usuário, a relação oficial inclui:

  • CPF e RG, ou certidão de nascimento para menor de idade;
  • comprovante de endereço com CEP;
  • Ficha de Avaliação Médica preenchida.

Quando houver responsável ou representante, a SPTrans também pede documento de identidade e comprovante de endereço.

A documentação passa por análise para verificar se o perfil se enquadra nas condições do serviço. Em caso de aprovação, o resultado é comunicado ao passageiro ou responsável.

Cadastro aprovado pode ficar aguardando rota

A aprovação não significa que a van começará a atender imediatamente.

Segundo as perguntas e respostas oficiais da SPTrans, o processamento para encaixe de novos usuários é refeito mensalmente. A empresa analisa as vagas existentes nas rotas e, por isso, informa que não é possível seguir a ordem cronológica das inscrições.

No início de cada mês, o passageiro pode consultar pelo sistema do Atende+ ou pela Central 156 se foi incluído na programação. Quando há atendimento, ficam disponíveis informações como horário de embarque e identificação do veículo.

Mudanças de residência ou da instituição frequentada interferem na rota e exigem nova solicitação de programação.

Consulta e exame podem ter viagem eventual

Usuários já cadastrados também podem solicitar viagem eventual para consulta ou exame médico que não tenha frequência semanal.

A SPTrans permite uma solicitação desse tipo por mês, que deve ser feita com pelo menos 20 dias de antecedência.

Mesmo dentro do prazo, a viagem não é garantida. A programação eventual depende das rotas e das vagas disponíveis nos veículos.

Quando o atendimento é confirmado, a informação do embarque é enviada para o telefone registrado. Se a mensagem não chegar até o dia anterior, a orientação é consultar o sistema do Atende+ ou ligar para o 156.

Autistas e pessoas surdocegas viajam com acompanhante

Pessoas com autismo e surdocegueira precisam estar acompanhadas durante as viagens do Atende+.

A regra permite um acompanhante com 18 anos ou mais. A limitação busca preservar lugares para outros passageiros atendidos na mesma rota.

O transporte também deve respeitar a condição registrada na avaliação médica. Se a FAM determinar que o passageiro seja transportado em cadeira de rodas, por exemplo, a operação segue essa condição.

Para manutenção de cadeiras de rodas e outros equipamentos de tecnologia assistiva, há outro serviço municipal específico, a Paraoficina Móvel, que realiza reparos mediante solicitação e agendamento.

Instituições podem solicitar vans para eventos

O Atende+ mantém ainda uma modalidade destinada a eventos nos fins de semana.

Nesse caso, o pedido não é feito individualmente pelo passageiro. Instituições que trabalham com pessoas com deficiência e estejam cadastradas na SPTrans podem solicitar o transporte com pelo menos dez dias de antecedência.

A operação continua ativa em 2026. Ao longo do ano, a SPTrans divulgou mobilizações específicas de vans para atividades de saúde, cultura, lazer e integração organizadas pelas instituições participantes.

Atraso superior a dez minutos deve ser informado

Todas as viagens têm horário programado. A própria página do Atende+ orienta que, se o veículo atrasar mais de dez minutos, o usuário informe imediatamente a Central 156.

A SPTrans recomenda ainda consultar previamente o horário da viagem e o veículo escalado. No embarque, o motorista aguarda no máximo cinco minutos pelo passageiro, porque atrasos podem afetar os demais atendimentos da rota.

Inscrições, programação de viagens, cancelamentos e consultas podem ser feitos pelos canais oficiais do Atende+ da SPTrans. A Central 156 também presta informações sobre o serviço.

Quem utiliza veículo particular para transportar uma pessoa com deficiência pode precisar de outro procedimento municipal. O 2ViaOnline já explicou quem pode pedir a isenção do rodízio de São Paulo e como cadastrar o veículo.

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