Empresas de tecnologia, inovação, pesquisa ou desenvolvimento podem disputar uma vaga no programa de residência compartilhada do Parque Tecnológico Internacional de Ponta Porã (PTIn), em Mato Grosso do Sul. O Edital nº 003/2026/SMDI mantém inscrições em fluxo contínuo, mas propostas concluídas até 23h59 de 11 de novembro entram no primeiro ciclo de avaliação.
A seleção é conduzida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Integrado e prevê o uso de estações de trabalho no coworking da sede do parque. Podem participar pessoas jurídicas brasileiras ou estrangeiras que atuem nas áreas admitidas e cumpram as condições de habilitação, além de apresentar Projeto Técnico com proposta, plano de negócios e contrapartidas.
O edital inclui entre as áreas de interesse tecnologia da informação, inteligência artificial, indústria 4.0, logística, saúde, educação, agroinovação, bioeconomia, economia criativa, energia e tecnologias aplicadas ao comércio, turismo e serviços.
A data de 11 de novembro não encerra a seleção. O edital integral prevê inscrições durante toda a vigência de 12 meses, com avaliação por ciclos. Propostas que não estiverem concluídas até determinada data de corte podem seguir para o ciclo seguinte. O calendário inicial também estabelece cortes em 11 de janeiro, 11 de março e 11 de maio de 2027.
Empresas brasileiras precisam ter CNPJ ativo há 12 meses
Quem consulta a página oficial do processo precisa observar uma diferença importante entre o resumo exibido no portal e o documento que regulamenta a seleção.
Na checagem realizada em 26 de outubro, a página do Edital nº 003 continuava informando que podem participar empresas com pelo menos três anos de funcionamento e receita bruta anual superior a R$ 360 mil.
O Edital nº 003/2026/SMDI integral, específico da Residência Física Compartilhada, estabelece outros patamares: receita bruta no último exercício encerrado igual ou superior a R$ 138.600 e, para empresas brasileiras, CNPJ ativo há, no mínimo, 12 meses. Para empresa estrangeira, a exigência correspondente é funcionamento regular no país de origem pelo mesmo período mínimo.
Por isso, empresas interessadas devem se orientar pelo documento integral e conferir as condições antes de concluir que estão fora da seleção. Quem precisar verificar previamente a situação cadastral pode também consultar o serviço da Receita Federal explicado pelo 2ViaOnline em como consultar CNPJ e emitir o comprovante de situação cadastral.
A habilitação não depende apenas desses dois requisitos. O edital exige regularidade jurídica, fiscal e trabalhista, além de capacidade técnica, operacional e econômico-financeira compatível com o projeto. A proposta também precisa apresentar pelo menos um mecanismo concreto de cooperação com o ecossistema do PTIn, envolvendo, por exemplo, startups, empresas, empreendedores, Poder Público, instituições de ensino ou pesquisadores.
Residência custa R$ 2.310 por mês
A participação no coworking é remunerada. O valor mensal da modalidade é de R$ 2.100, acrescido de R$ 210 de Taxa Operacional Comum (TOC), o que leva o custo mensal a R$ 2.310. A cobrança ocorre por Guia de Recolhimento Municipal, com vencimento no dia 10 de cada mês, e os valores são reajustados anualmente pelo IPCA.
A empresa residente pode utilizar o coworking nos dias úteis e durante o horário regular de funcionamento, mediante agendamento. O uso incluído permite até dois representantes simultaneamente, com possibilidade de revezamento, sem assegurar exclusividade sobre estação, sala ou ambiente.
O edital também prevê acesso às áreas comuns e disponibilização da internet do PTIn como cortesia. Nesse caso, o próprio documento ressalta que não há garantia de qualidade, estabilidade, continuidade ou velocidade do sinal.
O prazo inicial de permanência é de 36 meses, contado da assinatura do termo, com possibilidade de renovações sucessivas pelo mesmo período nas condições estabelecidas no edital.
Inscrição é feita pelo Conecta PTIn
A participação começa pelo pré-cadastro no Conecta PTIn, plataforma oficial indicada no processo. Depois dessa etapa, o acesso ao botão “EDITAL - EMPRESAS RESIDENTES” é liberado para preenchimento do formulário e envio dos documentos. Ao concluir a submissão, o sistema gera protocolo eletrônico.
Fazer o pré-cadastro no Conecta PTIn
O Projeto Técnico é parte central da disputa. A avaliação alcança até 80 pontos, e a proposta precisa obter pelo menos 48 pontos para ser classificada. Também é desclassificada aquela que obtiver média zero em qualquer um dos critérios de avaliação.
A classificação, contudo, não garante ingresso imediato. As empresas são chamadas conforme a ordem obtida e a capacidade disponível no coworking em cada ciclo. Candidatas aprovadas que não puderem ser admitidas por falta de capacidade entram em lista de espera, com precedência sobre as propostas dos ciclos posteriores.
O PTIn fica na Avenida Brasil, 2145, Vila Militar, em Ponta Porã. A página oficial informa o e-mail ptin@pontapora.ms.gov.br e o telefone (67) 99661-6766 para contato.

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