Quem vai viajar para fora do Brasil deve verificar se o país de destino — e também os locais de escala ou conexão — exige o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) de febre amarela. O documento comprova a vacinação e, quando exigido no roteiro, precisa estar válido para a viagem. A emissão é gratuita.
A exigência não é igual para todos os itinerários. A Anvisa orienta conferir todos os países por onde o passageiro irá passar, inclusive em conexões. Por isso, uma viagem internacional, por si só, não significa que será necessário apresentar o certificado.
Meu SUS Digital deve ser consultado antes do pedido à Anvisa
O serviço oficial para tirar o CIVP no Gov.br, atualizado em 24 de abril de 2026, orienta verificar primeiro se o certificado de febre amarela está disponível no Meu SUS Digital. Se for possível obtê-lo por ali, não é necessário abrir a solicitação pelo outro fluxo federal.
O Ministério da Saúde mantém também um serviço específico do CIVP no Meu SUS Digital. Para esse caminho, a página oficial informa necessidade de CPF, autenticação pela conta Gov.br e conta nível Ouro.
A plataforma reúne registros enviados pelos estabelecimentos de saúde à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), e o Ministério informa que certificados em papel ou PDF já emitidos pela Anvisa continuam válidos e não precisam ser substituídos apenas pela existência do canal digital.
O 2ViaOnline já explicou como o Meu SUS Digital reúne vacinas, exames e outros serviços. A matéria anterior é mais ampla; o CIVP tem aqui um recorte próprio, voltado à documentação exigida em viagens internacionais.
Se o certificado não puder ser emitido pelo Meu SUS Digital, o viajante pode seguir pelo serviço da Anvisa no Gov.br. Nesse caminho, são exigidos CPF e imagem legível do comprovante de vacinação, com nome e data de nascimento, registro da vacina contra febre amarela, data da aplicação, lote, assinatura do profissional e identificação da unidade de saúde. Há documentação específica para solicitações de pessoas sem CPF.
Depois da análise, o CIVP fica disponível na área de solicitações. Para a etapa de recebimento, a página oficial informa entre 1 e 5 dias úteis; o prazo total do serviço aparece como não estimado. No fluxo do Gov.br, a orientação é baixar o certificado, imprimi-lo e assiná-lo no local indicado.
Vacina precisa anteceder a viagem em pelo menos dez dias
Para a febre amarela, a validade do CIVP começa dez dias após a vacinação e se estende por toda a vida. Quem ainda precisa se vacinar deve considerar esse intervalo no planejamento e não deixar a providência para os últimos dias antes do embarque.
Quem já possui um CIVP válido também não precisa pedir outro documento a cada viagem. A regra vitalícia alcança inclusive certificados antigos que trazem prazo de dez anos: a Anvisa informa que, se o documento estiver legível e em boas condições, ele continua podendo ser utilizado.
Escalas e conexões podem mudar a exigência
A checagem deve considerar o itinerário completo. A página da Anvisa sobre o CIVP orienta verificar o país de destino e todos aqueles onde houver escala ou conexão. As exigências internacionais podem mudar, razão pela qual a confirmação do roteiro é mais segura do que depender de uma lista antiga de destinos.
O serviço federal admite solicitação para crianças a partir de nove meses. Para estrangeiros e pessoas sem CPF, uma pessoa com CPF e cadastro no Gov.br pode fazer o pedido, observada a documentação específica indicada na página do serviço.
CIVP é gratuito e contraindicação médica segue outra regra
Não há taxa para emitir o certificado. A Anvisa já alertou para páginas falsas que imitam o serviço oficial com o objetivo de cobrar pela emissão ou obter dados pessoais. O pedido deve ser feito pelos canais oficiais do Meu SUS Digital ou do Gov.br.
Quem não pode receber a vacina contra a febre amarela por contraindicação médica não pode obter o CIVP sem a vacinação. Nessa situação, a Anvisa orienta portar um atestado médico de isenção para apresentação às autoridades do destino.
As próprias páginas oficiais da agência trazem orientações diferentes sobre o idioma desse documento: a FAQ sobre o CIVP cita inglês ou francês, enquanto orientação posterior da Anvisa recomenda que o atestado seja feito preferencialmente em inglês ou espanhol. Como a aceitação depende das autoridades do país de destino, o viajante deve confirmar a exigência aplicável ao seu roteiro antes do embarque.
Para dúvidas sobre o serviço de emissão pelo Gov.br, a página oficial informa o telefone 0800 642 9782, da Anvisa.
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